A história do Gogo da Ema - Identidade Alagoana

A história do Gogo da Ema


Gogó da Ema era um coqueiro torto, existente no sítio de um senhor chamado Francisco Venâncio Barbosa, na Ponta Verde. Inicialmente, o coqueiro não era conhecido, mas então o mar avançou muito, derrubou outros coqueiros, e acabou por derrubar o muro do sitio. E é a partir dai que o coqueiro começa a se popularizar. 

O coqueiro chegou a ser tão famoso, que era considerado ponto turístico do Brasil.
A partir da década de 30, a busca incessante por petróleo na região acabou perfurando bastante as redondezas do coqueiro, fazendo o mar se alastrar mais. Obviamente a mídia não deixou isso barato e acabou promovendo uma campanha de proteção, que chegou na prefeitura, e a mesma protegeu o coqueiro com muros.


Apesar dos esforços da prefeitura, o coqueiro acabou por cair no dia 27 de julho de 1955, acontecimento esse que na época foi capa de noticia, e foi comentado em toda Maceió. Segundo o que consta, o coqueiro caiu por causa de uma perfuração em seu interior realizada por besouros.

Tentando salvá-lo, reergueram o coqueiro em 29 daquele mês. Enquanto um guindaste o levantava, populares que presenciava a tentativa de ressurreição batiam palmas e davam vivas entusiásticos. No dia seguinte os jornais circularam com numerosas fotografias.

Na praia de Ponta Verde, próximo a área onde esteve o Gogó da Ema, foi construída uma praça com seu nome.

Fonte: Praias Alagoanas